SER PEDRA É FÁCIL, DIFÍCIL É SER VIDRAÇA.

domingo, 7 de março de 2010

17:49
0


Você já se sentiu identificado com algum lugar ou alguma cultura, ou ate mesmo com alguma época de forma tão intensa que nitidamente você sente que já viveu nela?
Acha estranho sua admiração por determinada coisa, país, lugar, cultura, comida, língua?
Bom, começa aqui minha estória do espírito samurai (spirit samurai).
Desde criança, tenho fascínio pelo Japão, por Katanas, por guerreiros, pelas lutas, aprendi algumas palavras muito rápido, e escrevendo agora no meu blog, acabo de lembrar, que quando eu era criança eu tinha um diário, que fiz um código secreto, e as letras eram como ideogramas japoneses, cada letra, eu fazia um desenho imitando a escrita japonesa, ali eu falava sobre meus dias, sobre aventuras, e tudo era escrito em código "japones". Cresci fascinada por artes marciais, sem fazer aula, parecia que eu já sabia tudo da luta, os golpes, como desarmar o inimigo, como atingir seus pontos vitais, como proteger os meus... O Budismo sempre me fascinou....Buda, os templos...
Resumindo, era como seu eu já tivesse vivido no Japão a muito tempo atrás....
Sushi? Adoro, não me lembro a primeira vez que eu comi, não faz muito tempo, so sei que não vivo sem, as vezes sinto uma vontade de comer uma coisa, e quando vou ver, é um sushi com molho de soja.
Um dia desses comprei um livro que se chamava Muitas vidas, muitos mestres de Brian L. Weiss, retrata a história verdadeira de um famoso psiquiatra, e sua paciente, e a terapia de vidas passadas. O psiquiatra pelo que eu entendi, era meio cético, achava que regressões a outras vidas era fora de seu padrão de crença, ou seja, as regressões que ele costumava a fazer em seu consultório, eram apenas desta vida, foi onde, a sua paciente foi mais longe, aparecendo em outra época, se afogando, revelando assim, sua fobia por água nesta vida. Eu me acabei na leitura, não parei de ler enquanto não terminei, em seguida comprei outro da serie dele, que se chama So o amor é real, o livro fala sobre suas terapias de regressões a vidas passadas, que acabaram se tornando comum, porém ele nunca havia trabalhado com pessoas afins que não se conheciam na vida presente. Estudando as suas histórias passadas, compreendeu que eles estiveram juntos, talvez em muitas vidas. As recordações de Pedro e Elisabeth interligavam-se de modo especial. Suas descrições, acontecimentos, nomes, tudo vinha a confirmar as suspeitas...

Enfim, depois de tudo que eu li sobre o assunto, que não parou apenas nestes dois livros, li outros também, comecei a analisar as coisas do dia a dia, comecei a prestar atenção nos detalhes, nas pessoas, em mim, comecei a analisar do que eu gosto, do que eu sinto, o que eu admiro, coisas que eu tenho afinidade, sensações, intuições... Tudo isso, é uma forma de meditar e encontrar o auto conhecimento...foi aí que comecei a ligar uma coisa com a outra, pequenos detalhes que me fazem acreditar que em uma de minhas outras vidas eu já fui um Samurai. Quem vive proximo de mim, conhece a sala da minha casa, sabe que na parede, tem um quadro de um samurai pintado por mim, conhece minhas replicas de Katanas, sabe que eu gosto de artes marciais, sabe que eu acumulo alguns quilos, como se fossem as pesadas armaduras dos samurais...outros amigos sabem, que tenho um perfil no orkut que se chamava spirit samurai...
Quem explica esta minha inclinação a cultura japonesa e suas artes marciais? Venho de uma familia Italiana, completamente oposta, me sinto um peixe fora d´agua...

Já parou para auto se analisar? Veja o que você gosta ou tenha facilidade e afinidade intuitivamente, procure alguma marca de nascença em você, dizem que estas marcas, são feridas de outras vidas, procure sobre seus medos, de onde eles vieram, porque você os sentem,
Depois conto sobre minhas outras vidas...tenho mais duas convicções diferentes.
aguardem...




sexta-feira, 5 de março de 2010

Os Samurais

12:44
0


Os samurais não eram guerreiros mercenários, vagando pelo Japão e lutando por qualquer senhor de guerra que os pagasse. Eles estavam vinculados a um senhor específico, ou daimyo, e também comprometidos com as suas comunidades por dever e honra.

Este código de honra é conhecido como bushidô, e vem das palavras bushi, que significa "guerreiro", e do que significa "o caminho". Bushidô significa então: "o caminho do guerreiro". Esse código evoluiu de um período anterior, quando os samurais eram arqueiros e cavaleiros. O treino e a devoção para desenvolver essas habilidades e a ligação com o cavalo levou ao kyuba no michi, "o caminho do cavalo e do arco".


O samurai tinha como característica peculiar gritar o seu nome frente a um adversário e antes do início de uma luta, o samurai declamava em tom de desafio as seguintes palavras:

"Sou Yoshikyo do clã Minamoto, neto de Tomokyo, antigo vice-governador da província de Musashi e filho de Yorikyo, que distinguiu-se em vários combates nos territórios setentrionais. Eu sou de pequeno mérito pessoal, não me importa sair vivo ou morto deste embate . Assim desafio um de vocês para testar o poder de minha espada".

Estes pronunciamentos, deixando de lado seu tom estereotipado, de fanfarronice e falsa modéstia constituíam boa prova do bravo orgulho do samurai pela sua linhagem e 'background' familiar. "Na verdade o samurai lutava mais pela sua família e sua perpetuação do que por ele próprio".

O samurai estava pronto para morrer na batalha se necessário , na certeza de que sua família se beneficiaria das recompensas resultantes do seu sacrifício. Mesmo no início dos tempos o código de conduta do samurai parecia exagerar o sentido do orgulho pessoal e de 'memboku' ou 'mentsu' ("face", traduzido do japonês , que significa honra , dignidade), que muitas vezes manifestava-se em atitudes de arrogância exagerada ou fanfarronice, por parte de um samurai.

Tal comportamento era considerado natural e até psicologicamente necessário à atitude e ideologia do guerreiro. Mas, com tudo, o exagerado orgulho do samurai, não raro, fazia-o agir de maneira totalmente irracional. Um típico exemplo dessa atitude ocorreu na Guerra dos Três Anos Posteriores: numa das batalhas, um jovem de nome Kagemasa de apenas 16 anos de idade, recebeu uma flechada no olho esquerdo, com a flecha ainda cravada vista avançou sobre o inimigo e matou-o.

Um companheiro de batalha chamado Tametsugu, tentou ajudá-lo; para retirar a flecha colocou a sandália do pé no rosto do jovem samurai caído. Indignadíssimo, Kagemasa ergueu-se e declarou que embora como samurai estivesse preparado para morrer com uma flechada, nunca enquanto vivo , permitiria que um homem pusesse o pé na sua cara. E depois de proclamar essas palavras quase matou o bem intencionado Tametsugu.


Os filhos de samurais recebiam desde cedo uma educação apropriada à classe guerreira, que resumia-se em duas ordens de aprendizado: 01- Escrita chinesa e conhecimentos de clássicos japoneses e chineses. 02- Manejo de armas a partir dos 5 anos de idade; aprendendo a lidar com pequenos arcos e flechas, feitos a partir de finos pedaços de bambu, atirando contra alvos ou caças como veados e lebres, tudo sob orientação paterna. Treinavam também equitação, indispensável para um bom guerreiro.

O samurai considerava como ponto de honra e regra geral, ele próprio educar os filhos (com a indispensável cooperação da esposa), empenhando-se no sentido de incluir nas suas almas os princípios de piedade filial, lealdade e devoção ao senhor, coragem e autodisciplina que os tornassem, por sua vez samurais dignos de levar o nome.

A criança ingressava com a idade de 10 anos num mosteiro budista, onde permanecia durante 4 ou 5 anos, recebendo uma educação rigorosa e intensiva.

De manhã, lia-se o sutra e depois treinava-se caligrafia até o meio-dia. Após o almoço, o aluno ia às aulas de matérias gerais, seguidas de exercícios físicos. E finalmente, a noite normalmente era reservada para a poesia e música, os samurais apreciavam em particular a shakuhachi ou fue (flauta de bambu), como instrumento masculino.


Como regra geral o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário(a).

Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior.

Mas depois no século XV, esse costume acabou-se, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro.

Como norma geral o casamento constituía assunto estritamente familiar e se realizava dentro dos limites de uma mesma classe.

Com tudo, os interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares, transformando o matrimônio em assunto de estado.

Na aristocracia existiu um famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que a fim de manter a hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com herdeiros do trono e outros membros da família imperial.

De modo semelhante, chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento, dando suas filhas em matrimônio a senhores vizinhos ou outras pessoas influentes.


Na classe samurai, mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido).

Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.

Com todas essas responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com muita freqüência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender seu lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam virar alvo de ataques inimigos.

Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher combater ao lado do marido, usando de preferência a 'narigada' (alabarda), arma que aprendiam a manejar desde cedo.

Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no japonês puro, usando 'kana'.

As crônicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que esposas de samurais lutavam na defesa de seus lares, empunhando alabarda, atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.

Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam de sua aparência vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era hábito de toda mulher casada), arrancavam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos longos cabelos escuros.

TOMOE GOZEN

11:31
0


No Japão feudal no 12º século, a sociedade do samurai estava em seu apogeu. Embora sociedade samurai fosse dominada por homens, foram treinadas algumas mulheres nos clãs em artes marciais, especialmente no uso da "naginata". Tomoe Gozen era a esposa de Minamoto Yoshinaka, um samurai em guerra com Minamoto Yoshitsune. Tomoe era especialmente linda, com pele branca, cabelo longo, e características encantadoras.
Ela era uma arqueira notavelmente forte e precisa, como uma espadachim ela era uma guerreira de valor inigualável, pronto confrontar um demônio ou um deus, montada ou a pé. Ela controlou cavalos irrompiveis com habilidade soberba . Sempre que uma batalha era iminente, Yoshinaka enviava essa valorosa guerreira, como o primeiro capitão de seu exército, equipada com armadura forte, uma espada enorme, e um arco poderoso,; e ela executou mais ações de valor que quaisquer dos outros guerreiros de Yoshinaka . Ao lutar no Rio Uji, ela o apoiou na derradeira batalha. Quando era óbvio que eles seriam derrotados, Yoshinaka e seus poucos guerreiros restantes , fizeram um ataque desesperado contra os samurais de Yoshitsune. Tomoe Gozen teimou em permanecer para enfrentar derrota com seu marido, gritava a plenos pulmões, "eu quero lutar a última batalha gloriosa a seu lado mesmo a custa de minha vida." Os registros de Heike Monogatori dizem que, mesmo ela diante de um exército poderoso, se arremessou em como um raio , lutando como um furacão ela enfrentava praticamente sozinha o exército inimigo. Ela falou para o marido que ira atrasar o inimigo o tempo suficiente para ele cometer seppuku, ritual de suicídio na derrota, mas ele foi golpeado por uma flecha antes de conseguir se matar. O destino de Tomoe Gozen depois que a batalha não é conhecida, mas é provável que ela tenha se escondido em um convento budista ,
até o fim de seus dias.



O Tigre precisa de uma audiência inteligente, pois adora estar entre pessoas que o estimulem a ser perfecionista e a exibir toda a sua popularidade. Detesta, porém, repartir essa audiência com outra pessoa e, caso tenha alguma concorrência na exclusividade da atenção, sabe muito bem como se impor e se sobressair.


O convencional e a rotina não agradam aos tigres, que está constantemente procurando renovar, reformar ou reformular, desde que consiga impor a marca da sua originalidade.

Não se contentam com as meias-verdades. Para eles, a vida é um constante desafio na busca da verdade absoluta que, por ser uma meta inatingível, determinam o padrão de exigências que eles são capazes de impor a si mesmos.

As novidades exercem um fascínio muito grande sobre o espírito do Tigre, que está constantemente querendo mudar as coisas e as pessoas ao seu redor. Isso provoca alguns conflitos no seu relacionamento com as pessoas, principalmente com o sexo oposto.

Uma de suas grandes virtudes, no entanto, é a capacidade de percepção aguçada, que o faz reconhecer suas próprias falhas e assumir a postura correta, desde que devidamente convencido disso. Preocupado com o futuro, pode parecer, algumas vezes, um tanto interesseiro e desleal, mas tudo que faz tem uma razão de ser, pois há nele uma forte vocação humanitária.